Este país é um colosso. Tá tudo grosso! Tá tudo grosso! Anda tudo a fazer pouco... da gente!!!
Lembram-se?
Era um dos sketchs feitos pela Ivone Silva e penso que pelo Camilo de Oliveira num daqueles programas da RTP 1 e continua tão atual como sempre.
Com uma diferença - os portugueses aprenderam a queixar-se, a choramingar, a fazerem-se de coitadinhos, desgradaçadinhos, VITIMAS...
É que já não há paciência. Eu sei que as coisas estão péssimas, senti-o na pele, no negócio que achei que ia ser o meu salto para outro nível, sinto-o todos os dias quando vejo os preços a subir mais rápido que os balões de ar quente. Mas daí até andar toda a gente com cara de "todos me devem e ninguém me paga", vai uma senhora distância. Os portugueses têm que começar a olhar um bocadinho mais além do próprio umbigo, a ser menos egoistas e sobretudo a pararem com a história da desgradaçadinha.
BOLAS. O fado foi promovido a Património da Humanidade, mas isso não quer dizer que façamos da lamentação o nosso lema colectivo. Abstenham-se, se faz favor. Já chega de vitimismo (não sei se esta palavra existe, mas é óptima para este caso), comecem a levantar a cabeça e a mostrar algum orgulho.
CARAÇAS! Mas nós somos descendentes de Vasco da Gama ou do Rato Mickey?
E que tal pararem de se queixar e começarem a procurar o que fazer? Ok, eu concordo, os empregos estão difíceis, mas ainda há trabalho...
Às vezes dá-me uma vontade de abrir a boca e começar a insultar determinado tipo de gente. A sério!!!???
É mesmo necessário andar toda a gente mal disposta e com cara de cú? Não podemos seguir o exemplo dos brasileiros? Hoje tem arroz, amanhã a gente vê... Vá lá, vamos começar a pensar que já vivemos muito pior.
Quando eu era miúda a televisão tinha dois canais e os dois eram a preto e branco. E não havia cá comandos. Levantávamos o rabinho do sofá (mais cadeiras, mas pronto) e mudávamos de canal no botãozinho da televisão - uma maneira de fazer exercício.
Compravam-se coisas como bolachas, chocolates e afins quando o rei fazia anos e não todos os dias.
Almoçava-se fora em dias de festa e não sempre que não nos apetece cozinhar.
Compravam-se sapatos quando se precisava deles e não porque são giros, baratos e toda a gente tem.
E a roupa seguia pelo mesmo caminho...
E os presentes de Natal eram aguardados com muita expectativa, porque eram mesmo necessários, e não superficiais como são agora.
Francamente, acho que mesmo as pessoas mais velhas parece que já se esqueceram do que era a vida antigamente, sem as tretas e as manias que hoje temos. Sem luxos, sem consumismos...
É urgente que os portugueses comecem a fazer contas à vida e percebam que nem toda a gente pode gastar o mesmo só porque o vizinho gasta, ou ter o que o vizinho tem, ou ir de férias para os mesmos sítios, ou comprar as mesmas roupas, sapatos, carros, mobílias, etc.
Perderam-se tantos valores...
Já não se aproveita, fica tudo escandalizado com a palavra aproveitar. Que eu saiba o desperdício é que é mau. Sempre me ensinaram desde pequenina que no aproveitar é que está o ganho...
Pois eu ainda me lembro e por isso aproveito o que posso, em termos de comida, roupa, etc. Não vejo mal nenhum nisso. Aproveito as promoções, os cupões e os talões e as aproximações do fim de validade e cozinho e congelo e reciclo e quem não gosta temos pena. A vida não está para brincadeiras e antes aproveitar do que faltar comida na mesa.
Esta mania das grandezas que atingiu os portugueses vai ter que acabar. A bem ou a mal e o mais certo é ser a mal.
Eu por mim já comecei a fazer as minhas conservas e compotas, os meus rissóis, pasteis e croquetes, para as emergências. E quem não sabe acho melhor começar a pensar em aprender, que as empregadas domésticas também devem ter tendência a acabar. São um luxo, como tantos outros.
Conheço pessoas que nem trabalham, estão em casa e têm uma empregada porque "não tenho jeito para cozinhar, não sei passar a ferro, não gosto muito destas coisas da casa". Tenham dó!
Toda a gente sabe, só é preciso querer... E o problema é que as pessoas não querem. Acomodaram-se, estão bem assim.
Estou mesmo sem paciência para estas tretas.
Como diz a outra: "Cresçam e apareçam!"
E rápido, se faz favor!!!
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Já tou farta de tanta crise e de tanta choraminguice...
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Perdi um amigo
Um membro da familia!
A minha familia hoje ficou mais pequena. Perdemos um dos nossos membros mais queridos.
O Trovão, o nosso Serra da Estrela despediu-se hoje de uma vida longa para um cão, mas pequena para o carinho que todos tínhamos por ele.
O Trovão era quase cachorro quando eu o conheci. enorme, como convém a um Serra da Estrela teve sempre um cuidado especial no contacto com a minha filha mais nova. Ela sabia que era mais pequenina, mais frágil.
Por isso, sempre que a pequena se aproximava dele, deitava-se e abanava o rabo à espera de festas. E punha a sua pata com muito cuidado na mãozita dela. A pata dele era maior que a mão da minha filha e ela sempre adorou aquele momento dos dois.
Quando eu saia de casa mais cedo que todos, o Trovão dizia-me sempre bom dia. em linguagem de cão, claro, mas dizia.
Teve uma vida longa e sofrida. Tinha uma otite quase crónica. Lembro-me de um Inverno em que tomou imenso antibiótico, o que era sempre uma "tourada".
Eu chegava com o comprimido muito bem "disfarçado" no meio de fiambre, carne ou qualquer outro petisco e estendia-lhe a mão.
Um cão muito esperto, é o que vos digo - apanhava o petisco, cuspia o comprimido e comia o resto.
Eu punha a minha cara de mãe mais séria e ralhava-lhe:
- Trovão! Sabes que estás doente. Tens que tomar o comprimido. Ai o menino...
Ele olhava para mim, com uns enormes olhos castanhos e tenho a certeza que a maior parte das vezes se estava a rir do meu desespero. Eu pegava no comprimido, punha na palma da mão e volta a estendê-lo.
Acreditem ou não, ele comia-o.
Comia mesmo.
Tenho a certeza que ele sabia que precisava daquilo para ficar melhor e por isso rendia-se. Mas primeiro gostava de gozar comigo. E eu deixava.
Vou ter muitas saudades tuas Trovão. Vais fazer muita falta na nossa vida.
Agora que podes finalmente descansar em paz, acredita que ninguém jamais te vai esquecer.
Adeus Trovão.
O Trovão, o nosso Serra da Estrela despediu-se hoje de uma vida longa para um cão, mas pequena para o carinho que todos tínhamos por ele.
O Trovão era quase cachorro quando eu o conheci. enorme, como convém a um Serra da Estrela teve sempre um cuidado especial no contacto com a minha filha mais nova. Ela sabia que era mais pequenina, mais frágil.
Por isso, sempre que a pequena se aproximava dele, deitava-se e abanava o rabo à espera de festas. E punha a sua pata com muito cuidado na mãozita dela. A pata dele era maior que a mão da minha filha e ela sempre adorou aquele momento dos dois.
Quando eu saia de casa mais cedo que todos, o Trovão dizia-me sempre bom dia. em linguagem de cão, claro, mas dizia.
Teve uma vida longa e sofrida. Tinha uma otite quase crónica. Lembro-me de um Inverno em que tomou imenso antibiótico, o que era sempre uma "tourada".
Eu chegava com o comprimido muito bem "disfarçado" no meio de fiambre, carne ou qualquer outro petisco e estendia-lhe a mão.
Um cão muito esperto, é o que vos digo - apanhava o petisco, cuspia o comprimido e comia o resto.
Eu punha a minha cara de mãe mais séria e ralhava-lhe:
- Trovão! Sabes que estás doente. Tens que tomar o comprimido. Ai o menino...
Ele olhava para mim, com uns enormes olhos castanhos e tenho a certeza que a maior parte das vezes se estava a rir do meu desespero. Eu pegava no comprimido, punha na palma da mão e volta a estendê-lo.
Acreditem ou não, ele comia-o.
Comia mesmo.
Tenho a certeza que ele sabia que precisava daquilo para ficar melhor e por isso rendia-se. Mas primeiro gostava de gozar comigo. E eu deixava.
Vou ter muitas saudades tuas Trovão. Vais fazer muita falta na nossa vida.
Agora que podes finalmente descansar em paz, acredita que ninguém jamais te vai esquecer.
Adeus Trovão.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
A Margarida!
A Margarida é a princesa da família!
Nasceu num campo de golfe e foi-me oferecida pelo meu "chatinho" quando ainda era bebé.
É assim a coisa mais fofa que podem imaginar.
Surda que nem um portão. Não ofendendo os portões!
É completamente branca, e tem um olho de cada côr: um verde e um azul.
É um verdadeiro traste.
Uma "Cabra do Mato", como eu lhe costumo chamar carinhosamente.
Também é muito meiguinha. Adoptou-me como mãe e eu adoptei-a no meu coração.
A Maggie é parte integrante da família.
E muito mimada! Mesmo muito!
Há cá em casa quem a deixe fazer tudo o que ela quer.
Quem se levante do computador para a ir escovar, dar-lhe biscoitos, brincar com ela.
Quem a deixe subrepticiamente entrar no quarto à noite e saltar para cima da cama: "ela escapou-se".
Pois claro.
Às vezes ficamos verdadeiramente espantados com ela. Muito esperta, sabe bem o que quer e como o conseguir.
E se quiser colo, ninguém a demove. Até é capaz de atacar revistas, livros ou seja o que for que se interponha entre ela e o colinho escolhido para a sestinha da praxe.
Agora estou a trabalhar em casa e a usar o escritório onde costumava trabalhar o meu... já sabem, não é preciso dizer.
A Maggie passa o dia deitada ao pé de mim e de vez em quando faz umas tangentes às minhas pernas, que é como quem diz - roça-se violentamente à procura de mimo.
Arranjei para aqui um aquecedor e ela decidiu adoptá-lo, afinal se dá luz (é daqueles de barrinhas, estão a ver?), dá calor.
Então todas as manhãs temos um novo ritual: Eu chego, sento-me, começo a trabalhar e ela chega logo a seguir e faz aquele ruidinho que não é bem um miado, mas mais um gemidinho de queixume, muito fofinho a pedir para ligar o seu aquecedor.
Pus-lhe uma mantinha no chão e ela passa os dias a virar-se para um lado e para o outro nas posições mais estranhas que possam imaginar e dorme, dorme, dorme...
Eu sei que é só uma gata, mas a verdade é que ela faz imensa companhia.
Tenho quase a certeza que ela sabe sempre quando estou triste, cansada, aborrecida ou feliz, bem disposta e cheia de energia.
A Margarida é assim como a minha terceira filha e não consigo imaginar o meu núcleo sem ela, sem os pêlos por todo o lado, sem as suas patinhas cor-de-rosa a derraparem no chão cá de casa.
Quando as miúdas saem aninhamo-nos as duas no sofá, com a "Polónia" (eu depois explico), e adormecemos as duas muito aconchegadas e consoladas.
No meio deste ano terrível que nunca mais acaba e que tem sido um verdadeiro desenrolar de coisas más, a Margarida nunca falha.
Eu acordo, ela aparece na cozinha...
Eu começo a trabalhar, ela pede para ligar o aquecedor...
Eu estou triste, ela pede festas...
Eu faço bolos, ela lambe as tigelas...
Eu vou ao frigorifico, ela pede leite...
Eu meto-me com ela, ela arranha-me...
Eu adoro-o e aposto que se ela soubesse falar dizia o mesmo a meu respeito...
Nasceu num campo de golfe e foi-me oferecida pelo meu "chatinho" quando ainda era bebé.
É assim a coisa mais fofa que podem imaginar.
Surda que nem um portão. Não ofendendo os portões!
É completamente branca, e tem um olho de cada côr: um verde e um azul.
É um verdadeiro traste.
Uma "Cabra do Mato", como eu lhe costumo chamar carinhosamente.
Também é muito meiguinha. Adoptou-me como mãe e eu adoptei-a no meu coração.
A Maggie é parte integrante da família.
E muito mimada! Mesmo muito!
Há cá em casa quem a deixe fazer tudo o que ela quer.
Quem se levante do computador para a ir escovar, dar-lhe biscoitos, brincar com ela.
Quem a deixe subrepticiamente entrar no quarto à noite e saltar para cima da cama: "ela escapou-se".
Pois claro.
Às vezes ficamos verdadeiramente espantados com ela. Muito esperta, sabe bem o que quer e como o conseguir.
E se quiser colo, ninguém a demove. Até é capaz de atacar revistas, livros ou seja o que for que se interponha entre ela e o colinho escolhido para a sestinha da praxe.
Agora estou a trabalhar em casa e a usar o escritório onde costumava trabalhar o meu... já sabem, não é preciso dizer.
A Maggie passa o dia deitada ao pé de mim e de vez em quando faz umas tangentes às minhas pernas, que é como quem diz - roça-se violentamente à procura de mimo.
Arranjei para aqui um aquecedor e ela decidiu adoptá-lo, afinal se dá luz (é daqueles de barrinhas, estão a ver?), dá calor.
Então todas as manhãs temos um novo ritual: Eu chego, sento-me, começo a trabalhar e ela chega logo a seguir e faz aquele ruidinho que não é bem um miado, mas mais um gemidinho de queixume, muito fofinho a pedir para ligar o seu aquecedor.
Pus-lhe uma mantinha no chão e ela passa os dias a virar-se para um lado e para o outro nas posições mais estranhas que possam imaginar e dorme, dorme, dorme...
Eu sei que é só uma gata, mas a verdade é que ela faz imensa companhia.
Tenho quase a certeza que ela sabe sempre quando estou triste, cansada, aborrecida ou feliz, bem disposta e cheia de energia.
A Margarida é assim como a minha terceira filha e não consigo imaginar o meu núcleo sem ela, sem os pêlos por todo o lado, sem as suas patinhas cor-de-rosa a derraparem no chão cá de casa.
Quando as miúdas saem aninhamo-nos as duas no sofá, com a "Polónia" (eu depois explico), e adormecemos as duas muito aconchegadas e consoladas.
No meio deste ano terrível que nunca mais acaba e que tem sido um verdadeiro desenrolar de coisas más, a Margarida nunca falha.
Eu acordo, ela aparece na cozinha...
Eu começo a trabalhar, ela pede para ligar o aquecedor...
Eu estou triste, ela pede festas...
Eu faço bolos, ela lambe as tigelas...
Eu vou ao frigorifico, ela pede leite...
Eu meto-me com ela, ela arranha-me...
Eu adoro-o e aposto que se ela soubesse falar dizia o mesmo a meu respeito...
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Os comentários na net!
Esta é uma daquelas coisas que me faz mesmo confusão.
Quando não temos nada para dizer o melhor é calarmo-nos. Certo?
Pelo menos foi assim que sempre me ensinaram.
Já repararam que os comentários das pessoas na net a notícias, fotos, etc, é sempre negativo?
Pior, já repararam como as pessoas escrevem mal hoje em dia?
Não há respeito pelas maiúsculas e minúsculas, pelas vírgulas ou pontos finais.
Enfim, não há respeito pela língua portuguesa.
Hoje atingi o meu limite com os comentários feitos no SapoFama, à reportagem sobre o velório da Fátima Raposo.
Os portugueses são tétricos, macabros.
Acham que devia estar toda a gente lavada em lágrimas, a chorar baba e ranho e a assoar os narizes até lhes gastar a pele.
Como se a dor das pessoas se medisse pelas lágrimas que choram em público!
Como se a dor não ficasse para sempre alojada nos corações de todos os que gostavam da Fátima.
Eu conheci a Fátima. Não éramos amigas, nem nada disso. Passámos umas férias juntas porque o namorado que ela tinha na época e o meu marido, que ainda tenho, são amigos há muitos anos.
Quando soube do acidente fiquei chocada.
Somos da mesma idade e a filha dela é mais ou menos da idade das minhas.
Durante o tempo em que convivi com ela, achei-a uma pessoa muito meditativa e introspectiva. Metida no seu mundo. Muito sensível, o que explica a sua opção pela pintura e filosofia de vida que escolheu nos últimos anos.
Não tinha idade para morrer.
Enquanto as pessoas que comentaram a notícia viram os sorrisos, eu vi os olhos.
Vi os olhos tristes e cheios de dor do Zé Manel Saraiva e da Palmira Correia.
Vi os olhos da Inês Pais.
Vi os olhos tristes das pessoas.
Vi as bonitas tentativas das amigas da Inês para a animarem. E arrancaram-lhes uns sorrisos. Ainda bem. É bom que ela não tenha perdido a capacidade de sorrir.
Onde quer que esteja a mãe vai querer que ela continue a sorrir.
Não é o que todas as mães querem?
As pessoas deviam pensar melhor antes de darem palpites sobre assuntos, que não lhes dizem respeito e sobre os quais nada sabem.
Onde quer que estejas - Paz à tua alma Fátima.
Quando não temos nada para dizer o melhor é calarmo-nos. Certo?
Pelo menos foi assim que sempre me ensinaram.
Já repararam que os comentários das pessoas na net a notícias, fotos, etc, é sempre negativo?
Pior, já repararam como as pessoas escrevem mal hoje em dia?
Não há respeito pelas maiúsculas e minúsculas, pelas vírgulas ou pontos finais.
Enfim, não há respeito pela língua portuguesa.
Hoje atingi o meu limite com os comentários feitos no SapoFama, à reportagem sobre o velório da Fátima Raposo.
Os portugueses são tétricos, macabros.
Acham que devia estar toda a gente lavada em lágrimas, a chorar baba e ranho e a assoar os narizes até lhes gastar a pele.
Como se a dor das pessoas se medisse pelas lágrimas que choram em público!
Como se a dor não ficasse para sempre alojada nos corações de todos os que gostavam da Fátima.
Eu conheci a Fátima. Não éramos amigas, nem nada disso. Passámos umas férias juntas porque o namorado que ela tinha na época e o meu marido, que ainda tenho, são amigos há muitos anos.
Quando soube do acidente fiquei chocada.
Somos da mesma idade e a filha dela é mais ou menos da idade das minhas.
Durante o tempo em que convivi com ela, achei-a uma pessoa muito meditativa e introspectiva. Metida no seu mundo. Muito sensível, o que explica a sua opção pela pintura e filosofia de vida que escolheu nos últimos anos.
Não tinha idade para morrer.
Enquanto as pessoas que comentaram a notícia viram os sorrisos, eu vi os olhos.
Vi os olhos tristes e cheios de dor do Zé Manel Saraiva e da Palmira Correia.
Vi os olhos da Inês Pais.
Vi os olhos tristes das pessoas.
Vi as bonitas tentativas das amigas da Inês para a animarem. E arrancaram-lhes uns sorrisos. Ainda bem. É bom que ela não tenha perdido a capacidade de sorrir.
Onde quer que esteja a mãe vai querer que ela continue a sorrir.
Não é o que todas as mães querem?
As pessoas deviam pensar melhor antes de darem palpites sobre assuntos, que não lhes dizem respeito e sobre os quais nada sabem.
Onde quer que estejas - Paz à tua alma Fátima.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Somos o espelho dos nossos pais?
NÃO!
Tenho mesmo a certeza de que não.
Se fossemos eu seria uma pessoínha horrível.
Uma mulher fria, seca e mal-amada.
Uma mãe distante e desligada.
Uma amiga que ninguém quereria ter.
E felizmente não sou.
Às vezes quando estou a ver alguns programas na televisão em que as pessoas se desculpam das suas atitudes com os maus tratos da infância e a falta de carinho que tiveram, apetece-me imenso abaná-las até lhes cairem os dentes.
A sério?
Nunca tiveram amor e por isso também não o têm para dar?
Não me venham com tretas.
Faz parte do nosso percurso como seres humanos crescer e melhorar.
Esta gente nunca ouviu dizer que o que não nos mata nos torna mais fortes?
Então só porque nos maltrataram também temos que maltratar?
Porquê? Para nos vingarmos? De quem nos maltratou ou de quem sofre com os nossos maus tratos?
Era bonito eu agora começar a massacrar as minhas filhas só porque me massacraram a mim.
Lembro-me muitas vezes de uma frase que me dizia a minha mãe na infância:
- Quando fores mãe vais perceber...
Já fui mãe há quase vinte anos e cada vez percebo menos as atitudes dela.
Porque antes de ser mãe já amava as minhas filhas e o meu propósito enquanto mãe é que elas sejam felizes.
Que sejam mulheres justas, equilibradas, responsáveis, bem formadas. E acima de tudo que respeitem os outros. Que não pisem ninguém para atingir os seus objectivos.
E tenho um propósito mais secreto.
Quero que quando falem de mim, tenham orgulho de serem minhas filhas.
Que me considerem a melhor mãe que poderiam ter tido. Que me respeitem sempre.
E que quando forem mães o seu papel junto dos filhos me tenham como modelo.
Quero ser um MODELO para as minhas filhas.
Quero que continuem as tradições de Natal, Páscoa, aniversários e todas as outras que são nossas e que começaram comigo e com elas.
Quero que se lembrem de mim quando embrulharem os presentes de Natal todos iguais, para a árvore de Natal ficar bonita.
Quero que se lembrem de mim quando decidirem que o amarelo é a cor que combina mais com a Páscoa.
Quero que se lembrem de mim quando fizerem os bolos de aniversários dos filhos. E lhes planearem as festas.
Quero que se lembrem de mim quando os obrigarem a vestir-se de uma cor que combine com a decoração de Natal desse ano.
Quero que se lembrem de mim como uma pessoa importante na vida delas e que, mesmo depois de já não estar fisicamente, continue a ser recordada com carinho.
As minhas filhas são o meu orgulho.
Um orgulho muito grande.
Somos uma equipa, um trio unido. Discutimos, ralhamos, mas estamos sempre lá umas para as outras.
Espero que para sempre.
Com elas, com o meu chatinho, a filha dele e a gata, construí um mundo que me protege de tudo.
Tenho uma família, que pode não ser típica, mas que é a que eu escolhi.
A que eu amo e que me ama incondicionalmente.
A minha família!
Tenho mesmo a certeza de que não.
Se fossemos eu seria uma pessoínha horrível.
Uma mulher fria, seca e mal-amada.
Uma mãe distante e desligada.
Uma amiga que ninguém quereria ter.
E felizmente não sou.
Às vezes quando estou a ver alguns programas na televisão em que as pessoas se desculpam das suas atitudes com os maus tratos da infância e a falta de carinho que tiveram, apetece-me imenso abaná-las até lhes cairem os dentes.
A sério?
Nunca tiveram amor e por isso também não o têm para dar?
Não me venham com tretas.
Faz parte do nosso percurso como seres humanos crescer e melhorar.
Esta gente nunca ouviu dizer que o que não nos mata nos torna mais fortes?
Então só porque nos maltrataram também temos que maltratar?
Porquê? Para nos vingarmos? De quem nos maltratou ou de quem sofre com os nossos maus tratos?
Era bonito eu agora começar a massacrar as minhas filhas só porque me massacraram a mim.
Lembro-me muitas vezes de uma frase que me dizia a minha mãe na infância:
- Quando fores mãe vais perceber...
Já fui mãe há quase vinte anos e cada vez percebo menos as atitudes dela.
Porque antes de ser mãe já amava as minhas filhas e o meu propósito enquanto mãe é que elas sejam felizes.
Que sejam mulheres justas, equilibradas, responsáveis, bem formadas. E acima de tudo que respeitem os outros. Que não pisem ninguém para atingir os seus objectivos.
E tenho um propósito mais secreto.
Quero que quando falem de mim, tenham orgulho de serem minhas filhas.
Que me considerem a melhor mãe que poderiam ter tido. Que me respeitem sempre.
E que quando forem mães o seu papel junto dos filhos me tenham como modelo.
Quero ser um MODELO para as minhas filhas.
Quero que continuem as tradições de Natal, Páscoa, aniversários e todas as outras que são nossas e que começaram comigo e com elas.
Quero que se lembrem de mim quando embrulharem os presentes de Natal todos iguais, para a árvore de Natal ficar bonita.
Quero que se lembrem de mim quando decidirem que o amarelo é a cor que combina mais com a Páscoa.
Quero que se lembrem de mim quando fizerem os bolos de aniversários dos filhos. E lhes planearem as festas.
Quero que se lembrem de mim quando os obrigarem a vestir-se de uma cor que combine com a decoração de Natal desse ano.
Quero que se lembrem de mim como uma pessoa importante na vida delas e que, mesmo depois de já não estar fisicamente, continue a ser recordada com carinho.
As minhas filhas são o meu orgulho.
Um orgulho muito grande.
Somos uma equipa, um trio unido. Discutimos, ralhamos, mas estamos sempre lá umas para as outras.
Espero que para sempre.
Com elas, com o meu chatinho, a filha dele e a gata, construí um mundo que me protege de tudo.
Tenho uma família, que pode não ser típica, mas que é a que eu escolhi.
A que eu amo e que me ama incondicionalmente.
A minha família!
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Estou farta de me sentir blue!
Está decidido. Daqui a dez minutos vou deixar de me sentir blue.
Estou cansada de estar triste. De me sentir culpada, por coisas das quais não tenho culpa nenhuma.
De achar que tenho que resolver os problemas de toda a gente.
Leiam o que vos escrevo!
Daqui a dez minutos vou voltar a ser eu.
E eu sou muito diferente.
Sou bem disposta, tenho sentido de humor e adoro viver.
Se eu voltar a parecer blue por favor batam-me.
Batam-me a sério. Com um taco de golfe ou coisa do género. Mas não deixem de me chamar a atenção.
Que raio. Afinal eu não fiz mal a ninguém.
Tentei e voltei a tentar. Não correu bem. Paciência.
"Bola pa frente!", como dizem os brasileiros.
Ou como se diz na minha terra: " o que não tem remédio, remediado está".
O que é uma grande verdade.
Ando aqui a criar rugas, cabelos brancos, hematomas psicológicos (como diz um amigo), para quê?
Não se resolve nada.
E ainda por cima enriqueço os laboratórios de Xanax.
Não contem mais comigo.
A partir de hoje "EU SOU MAIS EU!"
Estou de volta a mim.
Já tinha muitas saudades.
Estou cansada de estar triste. De me sentir culpada, por coisas das quais não tenho culpa nenhuma.
De achar que tenho que resolver os problemas de toda a gente.
Leiam o que vos escrevo!
Daqui a dez minutos vou voltar a ser eu.
E eu sou muito diferente.
Sou bem disposta, tenho sentido de humor e adoro viver.
Se eu voltar a parecer blue por favor batam-me.
Batam-me a sério. Com um taco de golfe ou coisa do género. Mas não deixem de me chamar a atenção.
Que raio. Afinal eu não fiz mal a ninguém.
Tentei e voltei a tentar. Não correu bem. Paciência.
"Bola pa frente!", como dizem os brasileiros.
Ou como se diz na minha terra: " o que não tem remédio, remediado está".
O que é uma grande verdade.
Ando aqui a criar rugas, cabelos brancos, hematomas psicológicos (como diz um amigo), para quê?
Não se resolve nada.
E ainda por cima enriqueço os laboratórios de Xanax.
Não contem mais comigo.
A partir de hoje "EU SOU MAIS EU!"
Estou de volta a mim.
Já tinha muitas saudades.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
A memória curta das pessoas!
Há coisas que nunca deixarão de me surpreender.
A capacidade que as pessoas têm para eliminarem da sua memória tudo o que é anterior a determinado acontecimento é uma delas.
A tendência visivel dos seres humanos para passarem uma esponja por cima de tudo o que não lhes convém no momento...
E acima de tudo a rapidez com que ignoram tudo o que viveram, conviveram, disseram e sentiram com alguém numa época da sua vida.
"Quanto mais conheço os homens mais gosto dos cães."
Uma pessoa que me é muito querida diz isto de vez em quando.
Começo a concordar verdadeiramente com esta pessoa.
Podemos conviver diariamente com as pessoas, mostrar o nosso lado A e o B, ou seja o melhor e o pior de nós.
Podemos ser o mais transparentes, correctos, educados, atenciosos, enfim as melhores pessoas do mundo.
Podem ter a certeza que no dia em que alguma coisa correr menos bem, essas pessoas vão ignorar tudo o que de bom aconteceu e tratar-vos como se não soubessem nada sobre vós.
É estranho e infelizmente nada que eu possa explicar melhor.
Convivi durante três anos com alguém que agora me acusa de ser mentirosa, trapaceira, cinica, e nem me lembro o quê mais...
Uma pessoa a quem sempre tratei o melhor possível.
Até quando era necessário chamar a atenção o fazia com luvas de pelica.
Que substituí para que pudesse descansar, melhorar, recompôr-se...
E agora sou acusada de ter mentido durante todo o tempo em que convivemos, de ter encarnado um papel e mostrado uma pessoa que afinal não era eu.
Devo ser uma actriz excelente. Nem sei como ainda não me deram um Óscar!
Sabem que mais?
Fiquei chateada. Com certeza que fiquei chateada!
Mas como diz o povo: "Os cães ladram e a caravana passa!"
Eu sou a caravana. O que é que isto faz dessa pessoa?
Ah! Pois é!
Porque, como costuma dizer uma outra pessoa de quem eu gosto mesmo muito:
- Mas você ainda liga a essa gaja?
Tens toda a razão "fofinha". Está na altura de parar de ligar a esta gentinha.
E como diz a minha filha linda:
- O que é que interessa o que essa gente pensa? As pessoas que te conhecem sabem como tu és e a pessoa que és. E isso é que interessa.
No final de tudo isto, eu sou uma pessoa muito feliz.
As pessoas que realmente interessam sabem bem quem eu sou. E isso é que conta.
A capacidade que as pessoas têm para eliminarem da sua memória tudo o que é anterior a determinado acontecimento é uma delas.
A tendência visivel dos seres humanos para passarem uma esponja por cima de tudo o que não lhes convém no momento...
E acima de tudo a rapidez com que ignoram tudo o que viveram, conviveram, disseram e sentiram com alguém numa época da sua vida.
"Quanto mais conheço os homens mais gosto dos cães."
Uma pessoa que me é muito querida diz isto de vez em quando.
Começo a concordar verdadeiramente com esta pessoa.
Podemos conviver diariamente com as pessoas, mostrar o nosso lado A e o B, ou seja o melhor e o pior de nós.
Podemos ser o mais transparentes, correctos, educados, atenciosos, enfim as melhores pessoas do mundo.
Podem ter a certeza que no dia em que alguma coisa correr menos bem, essas pessoas vão ignorar tudo o que de bom aconteceu e tratar-vos como se não soubessem nada sobre vós.
É estranho e infelizmente nada que eu possa explicar melhor.
Convivi durante três anos com alguém que agora me acusa de ser mentirosa, trapaceira, cinica, e nem me lembro o quê mais...
Uma pessoa a quem sempre tratei o melhor possível.
Até quando era necessário chamar a atenção o fazia com luvas de pelica.
Que substituí para que pudesse descansar, melhorar, recompôr-se...
E agora sou acusada de ter mentido durante todo o tempo em que convivemos, de ter encarnado um papel e mostrado uma pessoa que afinal não era eu.
Devo ser uma actriz excelente. Nem sei como ainda não me deram um Óscar!
Sabem que mais?
Fiquei chateada. Com certeza que fiquei chateada!
Mas como diz o povo: "Os cães ladram e a caravana passa!"
Eu sou a caravana. O que é que isto faz dessa pessoa?
Ah! Pois é!
Porque, como costuma dizer uma outra pessoa de quem eu gosto mesmo muito:
- Mas você ainda liga a essa gaja?
Tens toda a razão "fofinha". Está na altura de parar de ligar a esta gentinha.
E como diz a minha filha linda:
- O que é que interessa o que essa gente pensa? As pessoas que te conhecem sabem como tu és e a pessoa que és. E isso é que interessa.
No final de tudo isto, eu sou uma pessoa muito feliz.
As pessoas que realmente interessam sabem bem quem eu sou. E isso é que conta.
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